ESTADO SOCIAL

Mais vale rico e saudável que pobre e doente

Excerto de um email que recebi de um banqueiro grego

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[... apagado intencionalmente ...]

Anyway, the news are good in the sense that we stop discussing about leaving the eurozone. (at least for some time).

The bank is holding on. [... apagado intencionalmente ...]

In the meantime we are downsizing strongly, in an effort to control expenses since income becomes harder and harder to gain.

Everyone is poorer, either because they are unemployed or because their income has gone down by at least 30% due to tax increases only. If you add the decrease of the actual salaries you can imagine. Most people are having problems regardless of what their job or income is. Everyone had adjusted their lifestyle to their previous income, you see. And now family income is going down but price levels are not following accordingly and paying back consumer / mortgage lending is definitely hard to tackle.

And all that, has a deep impact in the stability of people, families, social situation.

Personally, I am already looking for other opportunities outside the banking sector or abroad.

Other than that, today is a sunny day in Athens, and I want to believe that somehow things will get better.

[... apagado intencionalmente ...]

 

Written by PH

2012/03/21 at 19:41

A Prayer For My Son (Dia do Pai)

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Build me a son, O Lord, who will be strong enough to know when he is weak, and brave enough to face himself when he is afraid; one who will be proud and unbending in honest defeat, and humble and gentle in victory.

Build me a son whose wishes will not take the place of deeds; a son who will know Thee — and that to know himself is the foundation stone of knowledge.

Lead him, I pray, not in the path of ease and comfort, but under the stress and spur of difficulties and challenge. Here let him learn to stand up in the storm; here let him learn compassion for those who fail.

Build me a son whose heart will be clear, whose goals will be high; a son who will master himself before he seeks to master other men; one who will reach into the future, yet never forget the past.

And after all these things are his, give him, I pray, enough of a sense of humor, so that he may always be serious, yet never take himself too seriously. Give him humility, so that he may always remember the simplicity of true greatness, the open mind of true wisdom, and the meekness of true strength.

Then I, his father, will dare to whisper, “I have not lived in vain.”

General Douglas MacArthur (May 1952)

Written by PH

2012/03/19 at 17:03

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António Nogueira Leite

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À partida, entre vários livros que foram publicados nos últimos meses sobre os problemas económicos do país, este livro seria apenas mais um.

Para além desta saturação do mercado, o formato de entrevista (que tende a aligeirar o conteúdo) e o dramático título a vermelho “uma tragédia portuguesa” não me seduziram.

Confesso que comecei a ler o livro sobretudo porque sou amigo do António, que conheço há 14 anos e que teve muita influência positiva – sobretudo pelo exemplo – nos três primeiros anos da minha carreira profissional.

Acabei agora de ler o livro e reparo que por impulso (gosto de preservar os livros) sublinhei passagens em metade das páginas. O livro é muito bom. Vale a pena ler e reler.

  • É bom porque resume de forma sistemática e clara os principais eventos económicos e políticos que marcaram o país nas últimas décadas.
  • É bom porque é um livro corajoso. Não se limita a apresentar dados para o leitor tirar conclusões. O António apresenta a sua interpretação pessoal não evitando apontar nominalmente aqueles que entende serem responsáveis – em TODOS os quadrantes políticos e empresarias.
  • É bom porque é um livro generoso. Num país pequenino, cheio de invejas, o António voa mais alto e reconhece de forma directa, nominal e repetida o valor daqueles que têm apontado caminhos válidos.
  • É bom porque é um livro atrevido com um registo intimista p.ex. sobre a passagem do autor pelo Governo de António Guterres.

Bravo!!!

Written by PH

2010/12/06 at 00:29

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Grécia

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A Grécia, como Portugal, é um país demasiado endividado.

Mas o activo, contrapartida desse passivo, parece muito diferente entre os dois países (estou a usar linguagem empresarial porque me é difícil discutir dívida fora do contexto de um balanço – que é obrigatório para as empresas mas não está disponível para os países).

De facto, em Portugal construímos estradas e pontes fantásticas, telecomunicações de topo, a rede Multibanco, a Via Verde, casas novas de qualidade, espaços e equipamentos urbanos do melhor que há (p.ex a margem do Tejo em Lisboa; estádios de futebol novos).

Na Grécia o activo é mais difícil de encontrar: as estradas e ruas continuam degradadas e sujas; a construção é velha e de má qualidade… Com excepção do novo e fabuloso museu da Acrópole, não se percebe para onde foi o dinheiro. É preciso atenção e algum tempo para começar a notar…

… Está no pulso da classe média. Um Rolex é o mínimo aceitável para qualquer licenciado com poucos anos de experiência numa boa empresa. Os quadros de direcção vêem as horas em Vacheron.

… Passa a alta velocidade e estaciona nos parques dos melhores restaurantes junto ao mar – repletos de Porsche; Bentley; Ferrari, etc.

… Flutua ao largo de Mykonos enquanto os proprietários se divertem em férias de praia, num festim de luxo e consumo que paralisa Atenas no Verão.

Aparentemente os gregos consumiram o crédito que lhes foi concedido e agora sobra muito pouco: a memória da festa e uma ressaca que vai demorar a passar.

Não quero com isto dizer que teremos menores dificuldades no futuro. O problema de ambos os países tem mais semelhanças que diferenças: reside num passivo excessivo para a produtividade dos activos…

… E entre a produtividade de uma montanha de Rolex e de uma autoestrada SEM carros – venha o diabo e escolha.

(escrito num iPhone)

Written by PH

2010/12/01 at 14:17

É absolutamente necessário preservar a esperança

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Em viagem de negócios à Grécia encontro um país com a moral destroçada. Só se fala em crise e quase todos os gregos, de todos os estratos sociais, conhecem alguém, familiar ou amigo, em dificuldades económicas.

Um executivo grego contou que o seu pai que nasceu muito pobre (calçou os primeiros sapatos já adolescente) lhe diz que agora, apesar de viverem materialmente muito melhor, é o período mais deprimente da sua vida.

A diferença é que já não há esperança de um futuro melhor. Em cada momento da sua vida, desde os anos 50, sempre acreditou e confirmou que a década seguinte seria mais abundante, próspera e confortável. Mas agora, pela primeira vez, tem certeza de que só pode piorar. Já não consegue sonhar com um futuro mais feliz.

Written by PH

2010/11/29 at 23:06

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Pedro Passos Coelho ao Expresso

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Excelente entrevista.

… um poder de um partido e uma liderança afirmam-se na vitória que é legitimada no país. Uma liderança que não se afirma no país é um problema da liderança não das correntes do partido.

(…)

Estamos como quando Churchill, a seguir à guerra, disse que tudo o que tinha para oferecer era sangue, suor e lágrimas.

(…)

Podemos dizer que uma TAC hoje custa tanto em S. José como na CUF… Não, custa mais. Custa mais em S. José.

(…)

Não temos dinheiro para este sistema. Isto tem que ser dito. E quando digo não temos, não é o Estado, são os portugueses. O Serviço de Saúde, a Educação, o Seguro Social e os salários da Administração, isto junto consome já a totalidade dos nossos impostos e contribuições sociais. E ninguém dirá que o estado não é preciso noutras áreas. (…) Ou cortamos cegamente empurrados pela extrema necessidade ou cortamos com lógica de modo a defender os que têm menos recursos e a integridade e qualidade do serviço prestado.

(…)

Não ponho de parte que hospitais públicos tenham uma gestão privada. O Estado tem de ter benchmarks.

(…)

As PPP são um bom instrumento. Têm que ser bem utilizadas.

(…)

janelas que se vão fechar. A janela para o oriente através de Macau e Timor vai fechar-se se não a usarmos na próxima meia dúzia de anos. A janela para África. Outros, brasileiros, espanhóis, italianos, estão a usar essa janela. Para não falar do centro da Europa. E a língua deixará de ser uma barreira. Usamos muito a janela no caso angolano? Por desespero do mercado interno. Não houve uma estratégia nacional para agarrar oportunidades. O mesmo para o continente sul-americano.

(…)

A ligação com Espanha ocorreria por razões europeias. Mas não uma lógica externa, porque Espanha não é um mercado externo, é uma extensão do mercado português. Mercados externos estão na América do Sul, em África e no Oriente. E precisamos de ir para lá. 70%das nossas exportações estão na Europa e a Europa vai crescer miseravelmente nos próximos anos, tirando a Alemanha. Os dados do crescimento lento da Europa estavam disponíveis há 10 anos.

Written by PH

2010/11/28 at 23:30

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Geoestratégia

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Ainda em relação ao texto anterior, sobre os nossos vizinhos argelinos, note-se o seguinte sobre o nosso posicionamento geográfico.

Num raio de 2.000 Km à volta de Lisboa encontramos:

  • São Miguel a 1.429Km (não é capital de país mas serve de referência, para a escala, a Oeste);
  • Paris a 1.447Km;
  • Londres a 1.591Km;
  • Tunis a 1.711Km;
  • Roma a 1.869Km.

Berlim não cabe neste raio e está substancialmente mais longe que a capital da Tunísia.

Se quisermos considerar a distância até Berlim, como espaço natural de actuação para Portugal, vale a pena notar as seguintes distâncias:

  • Tripoli a 2.110Km;
  • Berlim a 2.312Km;
  • Nouakchott (Mauritania) a 2.373Km.

Julgo que muito poucos portugueses têm percepção de que a capital da Líbia é mais perto de Lisboa que a capital da Alemanha. Menos ainda terão a intuição de que a capital da Mauritania está à mesma distância que Berlim.

E se considerarmos as fronteiras mais remotas da Europa, encontramos num raio da mesma distância:

  • Atenas a 2.863Km;
  • Bamako (Mali) a 2.898Km;
  • Bucareste a 2.987Km;
  • Niamey (Nigéria) a 2.998Km;
  • Ouagadougou (Burkina Faso) a 3.010Km;
  • Muito mar.

Temos um posicionamento estratégico, de fronteira da Europa, que implica muitas desvantagens se nos focarmos exclusivamente no espaço europeu.

Por outro lado, se assumirmos integralmente e com orgulho a nossa diferença, talvez consigamos encontrar vantagens competitivas sustentáveis quer no mar quer na relação com África.

Sendo plenamente Europeus, devemos ser muito mais que uma cópia de má qualidade dos nossos pares da Europa Central. Somos Europeus com raio de acção que se estende de Berlim e Bucareste até Ouagadougou. E temos mar… MUITO mar.

Written by PH

2010/11/23 at 23:34

Posted in Cultura

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