Archive for the ‘Afinidades’ Category
A Prayer For My Son (Dia do Pai)
Build me a son, O Lord, who will be strong enough to know when he is weak, and brave enough to face himself when he is afraid; one who will be proud and unbending in honest defeat, and humble and gentle in victory.
Build me a son whose wishes will not take the place of deeds; a son who will know Thee — and that to know himself is the foundation stone of knowledge.
Lead him, I pray, not in the path of ease and comfort, but under the stress and spur of difficulties and challenge. Here let him learn to stand up in the storm; here let him learn compassion for those who fail.
Build me a son whose heart will be clear, whose goals will be high; a son who will master himself before he seeks to master other men; one who will reach into the future, yet never forget the past.
And after all these things are his, give him, I pray, enough of a sense of humor, so that he may always be serious, yet never take himself too seriously. Give him humility, so that he may always remember the simplicity of true greatness, the open mind of true wisdom, and the meekness of true strength.
Then I, his father, will dare to whisper, “I have not lived in vain.”
General Douglas MacArthur (May 1952)
António Nogueira Leite
À partida, entre vários livros que foram publicados nos últimos meses sobre os problemas económicos do país, este livro seria apenas mais um.
Para além desta saturação do mercado, o formato de entrevista (que tende a aligeirar o conteúdo) e o dramático título a vermelho “uma tragédia portuguesa” não me seduziram.
Confesso que comecei a ler o livro sobretudo porque sou amigo do António, que conheço há 14 anos e que teve muita influência positiva – sobretudo pelo exemplo – nos três primeiros anos da minha carreira profissional.
Acabei agora de ler o livro e reparo que por impulso (gosto de preservar os livros) sublinhei passagens em metade das páginas. O livro é muito bom. Vale a pena ler e reler.
- É bom porque resume de forma sistemática e clara os principais eventos económicos e políticos que marcaram o país nas últimas décadas.
- É bom porque é um livro corajoso. Não se limita a apresentar dados para o leitor tirar conclusões. O António apresenta a sua interpretação pessoal não evitando apontar nominalmente aqueles que entende serem responsáveis – em TODOS os quadrantes políticos e empresarias.
- É bom porque é um livro generoso. Num país pequenino, cheio de invejas, o António voa mais alto e reconhece de forma directa, nominal e repetida o valor daqueles que têm apontado caminhos válidos.
- É bom porque é um livro atrevido com um registo intimista p.ex. sobre a passagem do autor pelo Governo de António Guterres.
Bravo!!!
Pedro Passos Coelho ao Expresso
Excelente entrevista.
… um poder de um partido e uma liderança afirmam-se na vitória que é legitimada no país. Uma liderança que não se afirma no país é um problema da liderança não das correntes do partido.
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Estamos como quando Churchill, a seguir à guerra, disse que tudo o que tinha para oferecer era sangue, suor e lágrimas.
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(…)
Não temos dinheiro para este sistema. Isto tem que ser dito. E quando digo não temos, não é o Estado, são os portugueses. O Serviço de Saúde, a Educação, o Seguro Social e os salários da Administração, isto junto consome já a totalidade dos nossos impostos e contribuições sociais. E ninguém dirá que o estado não é preciso noutras áreas. (…) Ou cortamos cegamente empurrados pela extrema necessidade ou cortamos com lógica de modo a defender os que têm menos recursos e a integridade e qualidade do serviço prestado.
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Não ponho de parte que hospitais públicos tenham uma gestão privada. O Estado tem de ter benchmarks.
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As PPP são um bom instrumento. Têm que ser bem utilizadas.
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Há janelas que se vão fechar. A janela para o oriente através de Macau e Timor vai fechar-se se não a usarmos na próxima meia dúzia de anos. A janela para África. Outros, brasileiros, espanhóis, italianos, estão a usar essa janela. Para não falar do centro da Europa. E a língua deixará de ser uma barreira. Usamos muito a janela no caso angolano? Por desespero do mercado interno. Não houve uma estratégia nacional para agarrar oportunidades. O mesmo para o continente sul-americano.
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A ligação com Espanha ocorreria por razões europeias. Mas não uma lógica externa, porque Espanha não é um mercado externo, é uma extensão do mercado português. Mercados externos estão na América do Sul, em África e no Oriente. E precisamos de ir para lá. 70%das nossas exportações estão na Europa e a Europa vai crescer miseravelmente nos próximos anos, tirando a Alemanha. Os dados do crescimento lento da Europa estavam disponíveis há 10 anos.
Abstenção representada no Parlamento
Devia haver lugares vazios no Parlamento em função da abstenção.
D. Carlos Azevedo, hoje no Prós e Contras, RTP1
O nó cego da economia – como resolver o principal bloqueio do crescimento económico
Li o livro de um fôlego, num voo Maputo – Lisboa. Apresenta uma solução completa, integrada e justificada para resolver os problemas da economia portuguesa.
Muito acessível e interessante – diria mesmo incontornável – quer para economistas quer para outros portugueses que se preocupem em resolver o problema económico e político em que nos encontramos.
Sabe bem, numa altura em que muitos continuam a fazer diagnóstico mas muito poucos (quase ninguém) apresentam uma visão estruturada sobre como sair do buraco que que caímos. Este livro, com subtítulo “como resolver…”, é diferente desde a capa.
A maioria das pessoas é surpreendentemente feliz
À medida que o rendimento cresce, as pessoas parecem não ficar mais felizes. Isto é óbvio no Japão, onde um longo período de crescimento [década de 50 à década de 90] não fez os japoneses ficarem mais felizes. Mas em Itália há uma ligação: os italianos parecem ficar mais felizes à medida que vão ganhando mais. Isto acontece porque o que interessa não é tanto o rendimento que se tem, mas a forma como ele se compara com o dos outros. Se ganhamos menos, mesmo que em termos absolutos sejamos bem pagos, ficamos infelizes. Este é um elemento novo na teoria económica.
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Níveis de rendimento muito baixos estão de facto correlacionados com mais infelicidade. Mas a partir de certo nível, o dinheiro perde o seu efeito como potenciador de satisfação.
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As pessoas vêem imensa televisão mas nós descobrimos que quanto mais televisão uma pessoa vê, menos feliz se sente. É um enorme problema de autocontrolo. Mas é importante referir que esta relação inversa acontece, sobretudo, com pessoas que têm muitas formas alternativas de gastar o seu tempo. Quem está desempregado ou tem uma doença que não lhe permite sair de casa não fica mais infeliz por ver mais TV.
O emprego por conta própria está altamente correlacionado com mais felicidade. Isto é curioso porque estas pessoas trabalham mais horas e normalmente estão em maior risco de terem um rendimento mais baixo. No entanto são mais felizes. Porquê? Porque o auto-emprego está relacionado com mais autonomia, mais auto-determinação. E as pessoas gostam disso.
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Numa escala de 1 a 10, a maior parte das pessoas escolhe um número entre 7 e 8, e há uma grande fatia que chega mesmo ao 9. Muito poucas escolhem 4 ou 5. Isto choca contra a ideia de que há muita infelicidade no mundo. A maior parte das pessoas é surpreendentemente feliz.
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Qual é a perda de felicidade que resulta de um problema físico? A resposta é surpreendente: no longo prazo, apenas os problemas altamente limitadores (como a perda da locomoção, por exemplo) tendem a diminuir o nível de felicidade. Na maioria dos casos, o nível de felicidade volta ao normal depois de um período de adaptação à nova condição. E a limitação pode inclusive levar o indivíduo a apostar em formas de passar o tempo em que antes nem sequer tinha pensado.
Fonte: Entrevista a Bruno Frey, Professor da Universidade de Zurique, publicada no Jornal de Negócios de 3 de Agosto
Revisão constitucional: prós e contras
Gostei deste texto, do Luís Menezes Leitão no Albergue Espanhol, que ilustra a reacção instintiva de muitos sociais democratas.
Em contra ponto, para temperar o instinto, vale a pena ler a argumentação do Marco António Costa.
Miguel Pais do Amaral
Está ligado aos movimentos monárquicos em Portugal? Não
E interesse, tem? Não me vai forçar a dar uma opinião sobre D. Duarte, pois não? [risos] Tenho grande respeito pela história e pelas instituições, e fica por aí. A questão de regime neste momento em Portugal não se põe.
Concordaria que se fizesse um referendo à monarquia em portugal? Seria mais prudente a quem propõe essas ideias fazer uma sondagem primeiro.
(…)
Consigo, o “Jornal Nacional” de sexta não teria existido com aquele registo e formato? Não subscrevo esse estilo de jornalismo, penso que esse jornal era de facto uma perseguição pessoal, não tenho grandes dúvidas quanto a isso. E acredito que a televisão não deve servir para perseguições pessoais e guerras políticas.
Miguel Pais do Amaral, entrevistado pela Revista Única, Expresso de 17 de Julho de 2010
Passos Coelho
Pedro Passos Coelho, muito bem preparado, deu ontem uma brilhante entrevista a Mário Crespo na SIC Notícias.
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Estado da Nação
Quando me ponho no papel dos investidores estrangeiros, que financiam Portugal, penso: Eu estou a emprestar-lhes dinheiro para pagarem salários…
João Duque, hoje, na SIC Notícias

