ESTADO SOCIAL

Mais vale rico e saudável que pobre e doente

Archive for June 2010

Portugal Telecom / Telefónica

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Telefónica’s (twice sweetened) offer was bigger than Portugal Telecom’s entire pre-bid market capitalisation. It valued Vivo at about 35 times this year’s expected earnings. While Vivo is undeniably PT’s best asset, offering decent growth in one of the world’s most promising emerging markets, Telefónica was offering more money than PT could ever expect to reap from staying put. If the government’s veto stands, in contrast, PT could end up stuck in a relationship with the Spaniards that has gone from fractious to downright abusive. Vivo would surely suffer under such management.

Financial Times

Written by PH

2010/06/30 at 22:07

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Nacional derrotismo

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As reacções à derrota de Portugal frente à Espanha, no mundial de futebol, expressas quer nas televisões quer na blogosfera, são ilustrativas de uma cultura de derrotismo com responsabilidade na crise que a nossa sociedade atravessa.

Quase todos se focam nos erros da nossa equipa e crucificam o treinador (Carlos Queiroz) e o capitão de equipa (Cristiano Ronaldo). As questões dos jornalistas são enviesadas para criar polémica e apontar um culpado. O próprio capitão remete a resposta a questões, sobre a derrota, para o treinador – não dando a cara.

Assim não vamos lá! É preciso encarar as derrotas com outra atitude.

Reconhecer que jogamos bem, com muito esforço e que perdemos frente a uma grande selecção! É natural que um país com 40 milhões de habitantes, com clubes entre os melhores do mundo, consiga montar uma selecção mais poderosa que a portuguesa.

Lembrar que no campeonato fomos mais longe que a Itália e a França. Fomos tão longe como a Inglaterra.

Este derrotismo não se limita ao futebol, nem ao desporto. Contamina tudo. Os portugueses não montam empresas nem correm riscos porque se falham – perdem a face. Em Portugal o risco não é só desportivo ou económico. Os empreendedores pagam um spread de risco social sob a forma de enxovalho.

E o que ainda faz mais confusão é que muitos (a larga maioria) dos que criticam o fracasso e apontam culpados são eles próprios medíocres falhados nas suas carreiras ou nas suas famílias. São tolerantes com as próprias misérias mas implacáveis com as falhas dos outros.

Written by PH

2010/06/29 at 22:54

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Hoje, no Prós e Contras, na RTP1, sobre as SCUT

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O país tem 230 deputados. Não sei o que alguns fazem nem o país sabe quem são.

Macário Correia

Written by PH

2010/06/28 at 22:20

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A importância do turismo

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As exportações de produtos representam mais de metade dos créditos (entrada de dinheiro) na nossa balança de transacções correntes.

No entanto, nenhum dos produtos exportados é individualmente mais importante que o turismo. Concretamente, as exportações de turismo valem ~7 mil milhões de euros por ano i.e. ~150% do valor das exportações de electrónica e componentes para máquinas (a categoria de produtos que mais exportamos).

Fonte: Banco de Portugal. Análise PH

Written by PH

2010/06/26 at 23:11

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Produtos made in Portugal

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As exportações de Portugal têm tradicionalmente uma forte componente de tecnologia e têm sido suportadas por três grupos de produtos: (1) electrónica e componentes para máquinas (p.ex. da Qimonda); (2) veículos automóveis (p.ex. da AutoEuropa); (3) têxteis (p.ex. da Coindu que fabrica componentes para a indústria automóvel). Estes três grupos de produtos representavam em 2000 mais de 50% das nossas exportações.

No entanto, na última década, estes produtos perderam competitividade internacional e em 2010 representam menos de 30% das exportações portuguesas. De facto, enquanto as exportações totais cresceram 3% ao ano, a exportação de electrónica caiu 2% ao ano, a exportação de automóveis estagnou sem crescimento e as exportações de têxteis perderam em média 7% ao ano na última década.

Apesar desta tendência, as exportações portuguesas não estão a definhar – estão a mudar de perfil.

Há um conjunto de produtos portugueses com competitividade internacional cujas exportações crescem a ritmo acelerado: (1) alimentação processada e bebidas, 5% ao ano; (2) minerais, 15% ao ano; (3) plásticos e borrachas, 7% ao ano e (4) vegetais, 7% ao ano. De facto, estes produtos representavam em 2000 ~11% das exportações e agora representam ~18%.

Estes produtos parecem, por um lado, menos vulneráveis à concorrência, baseada em mão de obra barata, de economias emergentes e, por outro lado, ser bem aceites, tendo origem portuguesa, nos nossos principais mercados.

Se o estado e sobretudo a classe empresarial estiver atenta a esta evolução de perfil – pode ser uma boa oportunidade para criar clusters produtivos com forte capacidade exportadora e competitividade global. A marca made in Portugal tem que passar a ser percepcionada internacionalmente como garantia de qualidade distintiva num conjunto (necessariamente muito limitado) de indústrias.

A título de exemplo, a Suíça (que tem metade da área de Portugal e o dobro do PIB) seguiu este percurso e especializou-se na industria química e alimentar, na relojoaria e na banca (note-se que até no negócio bancário – que tipicamente funciona numa lógica de proximidade servindo um mercado doméstico – inovou ganhando um perfil distintivo que lhe permite competir internacionalmente na captação de recursos).

Em síntese, a estratégia é relativamente simples: Identificar indústrias em que temos vantagem competitiva; especializar a produção nessas indústrias maximizando escala, eficiência e qualidade; exportar promovendo o prestígio da marca “made in Portugal”.

Fonte dos dados: INE. Análise PH.

Written by PH

2010/06/25 at 22:58

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Revelador e assustador

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Comentado em Português no O Cachimbo de Magritte.

Em francês na fonte Le Figaro.

Written by PH

2010/06/24 at 23:13

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Debt crisis nations rely on loans from ECB

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Banks in Greece, Portugal, Ireland and Spain account for more than two-thirds of the increase in lending to eurozone financial institutions by the European Central Bank since the summer of 2008 as many struggle to access financial markets.

The heavy reliance of these banks on the ECB for funding is a sign of the growing stresses in the eurozone as investors and other banks refuse to lend to them because of fears that the debt crisis in the 16-nation bloc will deepen.

Banks in the four countries have borrowed €225bn ($277bn) of the €332bn increase in lending since June 2008, according to the Royal Bank of Scotland, which compiled the information from eurozone central banks. This is 68 per cent of the rise in lending, yet these countries only represent 18 per cent of the eurozone’s gross domestic product.

The ECB has never given a geographical breakdown of where the liquidity it provides has flowed. News that its help has been concentrated in just a few countries could prove awkward politically for the Frankfurt-based institution if it leads to accusations that ECB policies are unfairly supporting southern European financial institutions.

Nick Matthews, an economics analyst at RBS, said: “This is a sign of the stress in the system. Banks do not want to lend to each other in this climate, which means many have to turn to the ECB.”

Don Smith, economist at Icap, added: “Without the ECB, the banks would be in real trouble. There are very real liquidity problems. This is all about the eurozone debt crisis and the little confidence investors have in the most indebted countries.”

The ECB stepped up its liquidity programmes to breathe life back into the banking system, following the collapse of Lehman Brothers in September 2008.

It had lent a total of €815bn to eurozone banks at the end of this May compared with €483bn in June 2008, says RBS. Outstanding loans to eurozone banks currently stand at €844bn.

Many banks are refusing to lend to institutions in the four countries, preferring instead to park their cash at the ECB, in spite of the very low deposit rate of just a quarter of a point. Banks deposited €213bn at the ECB on Tuesday, which is much higher than before the financial crisis.

Greece is the most reliant on the ECB. It has taken €78.1bn of the increase in lending, followed by Ireland at €54.3bn, Portugal at €34.bn and Spain at €58.4bn. Germany has taken an extra €17.8bn.

Separately, the Bank of Portugal revealed that its banks had borrowed €35.8bn from the ECB in May compared with €17.7bn in April.

Portugal also had to pay average yields of 4.657 per cent to sell €943m of five-year bonds on Wednesday, almost 1 percentage point more than the 3.701 per cent paid at auction at end May.

Fonte: Financial Times

Written by PH

2010/06/24 at 05:26

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