ESTADO SOCIAL

Mais vale rico e saudável que pobre e doente

Protecção do emprego

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Tenho encontrado na blogosfera múltiplas referências a um relatório da OCDE, sobre protecção do emprego, cuja leitura recomendo.

Employment protection – the rules governing the firing of workers and the use of temporary contracts – is justified by the need to protect workers from arbitrary actions and have firms internalise at least some of the social costs of labour turnover.

(…)

Nevertheless, by restricting labour turnover, employment protection also restricts firms’ ability to respond quickly to changes in technology or consumer demand. Recent research on the labour market impact of employment protection has found that overly-strict regulations can reduce job flows, have a negative impact on employment of some groups of workers (notably youth), encourage labour market duality and hinder productivity and economic growth (e.g. Haltiwanger et al., 2008; Kahn, 2007; OECD, 2004; Bassanini et al., 2009).

Relativamente a este relatório, reparei que alguns blogs, como p.ex. o Blasfémias, destacam a elevada dificuldade de despedir em Portugal. Somos o país da OCDE em que o trabalhador individual está mais protegido.

Outros blogs, como o Câmara Corporativa e o Banco corrido, preferiram (por razões óbvias) ignorar o gráfico acima e escolher o seguinte que mostra que Portugal é o país da OCDE que mais tem flexibilizado os despedimentos.

(…) reforms have seen the indicator of employment protection for Portugal fall from 3.4 to 2.7.

Enfim, conseguimos bom progresso, facilitado pelo péssimo ponto de partida, mas não seremos competitivos enquanto formos o país da OCDE em que é mais difícil despedir um trabalhador individual. É preciso fazer muito mais.

Também é necessário melhorar a qualidade da discussão política. É pouco sério escolher o indicador que dá mais jeito, para suportar uma posição, escondendo outros igualmente relevantes, mas incómodos, publicados no mesmo documento.

Written by PH

2010/06/19 at 14:23

Posted in Emprego

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One Response

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  1. Não concordo, já fui empresário e nunca tive dificuldade em despedir seja quem for, infelizmente tive algumas vezes de o fazer.

    Aquilo que os apoiantes dessa solução querem não é “mais facilidade” em despedir o que querem é desmembrar as leis de trabalho e por conseguinte os sindicatos, querem que a relação seja entre entidade empregadora e empregado, ou seja, dividir para reinar.


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