ESTADO SOCIAL

Mais vale rico e saudável que pobre e doente

Archive for the ‘Cultura’ Category

A Prayer For My Son (Dia do Pai)

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Build me a son, O Lord, who will be strong enough to know when he is weak, and brave enough to face himself when he is afraid; one who will be proud and unbending in honest defeat, and humble and gentle in victory.

Build me a son whose wishes will not take the place of deeds; a son who will know Thee — and that to know himself is the foundation stone of knowledge.

Lead him, I pray, not in the path of ease and comfort, but under the stress and spur of difficulties and challenge. Here let him learn to stand up in the storm; here let him learn compassion for those who fail.

Build me a son whose heart will be clear, whose goals will be high; a son who will master himself before he seeks to master other men; one who will reach into the future, yet never forget the past.

And after all these things are his, give him, I pray, enough of a sense of humor, so that he may always be serious, yet never take himself too seriously. Give him humility, so that he may always remember the simplicity of true greatness, the open mind of true wisdom, and the meekness of true strength.

Then I, his father, will dare to whisper, “I have not lived in vain.”

General Douglas MacArthur (May 1952)

Written by PH

2012/03/19 at 17:03

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António Nogueira Leite

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À partida, entre vários livros que foram publicados nos últimos meses sobre os problemas económicos do país, este livro seria apenas mais um.

Para além desta saturação do mercado, o formato de entrevista (que tende a aligeirar o conteúdo) e o dramático título a vermelho “uma tragédia portuguesa” não me seduziram.

Confesso que comecei a ler o livro sobretudo porque sou amigo do António, que conheço há 14 anos e que teve muita influência positiva – sobretudo pelo exemplo – nos três primeiros anos da minha carreira profissional.

Acabei agora de ler o livro e reparo que por impulso (gosto de preservar os livros) sublinhei passagens em metade das páginas. O livro é muito bom. Vale a pena ler e reler.

  • É bom porque resume de forma sistemática e clara os principais eventos económicos e políticos que marcaram o país nas últimas décadas.
  • É bom porque é um livro corajoso. Não se limita a apresentar dados para o leitor tirar conclusões. O António apresenta a sua interpretação pessoal não evitando apontar nominalmente aqueles que entende serem responsáveis – em TODOS os quadrantes políticos e empresarias.
  • É bom porque é um livro generoso. Num país pequenino, cheio de invejas, o António voa mais alto e reconhece de forma directa, nominal e repetida o valor daqueles que têm apontado caminhos válidos.
  • É bom porque é um livro atrevido com um registo intimista p.ex. sobre a passagem do autor pelo Governo de António Guterres.

Bravo!!!

Written by PH

2010/12/06 at 00:29

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É absolutamente necessário preservar a esperança

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Em viagem de negócios à Grécia encontro um país com a moral destroçada. Só se fala em crise e quase todos os gregos, de todos os estratos sociais, conhecem alguém, familiar ou amigo, em dificuldades económicas.

Um executivo grego contou que o seu pai que nasceu muito pobre (calçou os primeiros sapatos já adolescente) lhe diz que agora, apesar de viverem materialmente muito melhor, é o período mais deprimente da sua vida.

A diferença é que já não há esperança de um futuro melhor. Em cada momento da sua vida, desde os anos 50, sempre acreditou e confirmou que a década seguinte seria mais abundante, próspera e confortável. Mas agora, pela primeira vez, tem certeza de que só pode piorar. Já não consegue sonhar com um futuro mais feliz.

Written by PH

2010/11/29 at 23:06

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Geoestratégia

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Ainda em relação ao texto anterior, sobre os nossos vizinhos argelinos, note-se o seguinte sobre o nosso posicionamento geográfico.

Num raio de 2.000 Km à volta de Lisboa encontramos:

  • São Miguel a 1.429Km (não é capital de país mas serve de referência, para a escala, a Oeste);
  • Paris a 1.447Km;
  • Londres a 1.591Km;
  • Tunis a 1.711Km;
  • Roma a 1.869Km.

Berlim não cabe neste raio e está substancialmente mais longe que a capital da Tunísia.

Se quisermos considerar a distância até Berlim, como espaço natural de actuação para Portugal, vale a pena notar as seguintes distâncias:

  • Tripoli a 2.110Km;
  • Berlim a 2.312Km;
  • Nouakchott (Mauritania) a 2.373Km.

Julgo que muito poucos portugueses têm percepção de que a capital da Líbia é mais perto de Lisboa que a capital da Alemanha. Menos ainda terão a intuição de que a capital da Mauritania está à mesma distância que Berlim.

E se considerarmos as fronteiras mais remotas da Europa, encontramos num raio da mesma distância:

  • Atenas a 2.863Km;
  • Bamako (Mali) a 2.898Km;
  • Bucareste a 2.987Km;
  • Niamey (Nigéria) a 2.998Km;
  • Ouagadougou (Burkina Faso) a 3.010Km;
  • Muito mar.

Temos um posicionamento estratégico, de fronteira da Europa, que implica muitas desvantagens se nos focarmos exclusivamente no espaço europeu.

Por outro lado, se assumirmos integralmente e com orgulho a nossa diferença, talvez consigamos encontrar vantagens competitivas sustentáveis quer no mar quer na relação com África.

Sendo plenamente Europeus, devemos ser muito mais que uma cópia de má qualidade dos nossos pares da Europa Central. Somos Europeus com raio de acção que se estende de Berlim e Bucareste até Ouagadougou. E temos mar… MUITO mar.

Written by PH

2010/11/23 at 23:34

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Argélia

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O esforço de aproximação à Argélia que tem sido levado pelo Governo faz todo o sentido.

Num raio de 1.100Km à volta de Lisboa as únicas capitais que encontramos são:

  • Madrid a 496 Km
  • Rabat a 565 Km
  • Funchal a 964 Km (não é capital de país mas serve como referência, para a escala, a Oeste)
  • Alger a 1.085 Km

Paris, Londres e outras capitais europeias não cabem neste raio.

E o norte de África não é só próximo em distância. Tem uma proximidade histórica, biológica e cultural de que muitas vezes nos esquecemos (ou queremos esquecer).

Quem for à Argélia não pode deixar de reparar:

  • Que há semelhanças físicas entre povos (com a nossa história o DNA português tem necessariamente muito de mouro);
  • Que os doces regionais algarvios são exactamente iguais aos doces argelinos;
  • Que há palavras que usamos todos os dias que os argelinos também usam (p.ex. azeitona; tâmara).

E, a nível mundial, a Argélia é o quarto maior exportador de gás natural e é o décimo quinto em reservas de petróleo.

Written by PH

2010/11/11 at 19:47

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Quem vai à guerra dá e leva

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Home page do FT.com, agora.

O BES terminou o contrato com a Fitch.

Written by PH

2010/11/09 at 15:14

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O nó cego da economia – como resolver o principal bloqueio do crescimento económico

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Li o livro de um fôlego, num voo Maputo – Lisboa. Apresenta uma solução completa, integrada e justificada para resolver os problemas da economia portuguesa.

Muito acessível e interessante – diria mesmo incontornável – quer para economistas quer para outros portugueses que se preocupem em resolver o problema económico e político em que nos encontramos.

Sabe bem, numa altura em que muitos continuam a fazer diagnóstico mas muito poucos (quase ninguém) apresentam uma visão estruturada sobre como sair do buraco que que caímos. Este livro, com subtítulo “como resolver…”, é diferente desde a capa.

Written by PH

2010/10/23 at 08:07

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